Pelo menos 23 morrem em enchentes na Tailândia; aeroporto de Bangcoc vive caos


Por Panarat Thepgumpanat e Artorn Pookasook

BANGCOC, 29 Set (Reuters) - O número de mortos pelas chuvas e inundações na Tailândia subiu para 23, informaram as autoridades nesta terça-feira, à medida que as águas baixavam na capital Bangcoc, duramente atingida, onde o principal aeroporto funcionava em meio ao caos, e o governo aprovou um pacote de ajuda de vários milhões.

Bangcoc foi inundada por cerca de 320 mm de chuva em três dias na semana passada, quase o mesmo volume que a extensa metrópole, localizada em área baixa, costuma receber durante todo o mês de setembro.

O governador da cidade, Chadchart Sittipunt, disse que espera que a água das enchentes seja drenada das principais vias de Bangcoc em dois dias, embora possa levar até uma semana para que outras áreas alagadas sejam desobstruídas.

“Os esforços de recuperação estão em andamento nas áreas onde o nível da água baixou”, disse ele.

Em todo o país, pelo menos 23 pessoas morreram desde 16 de setembro, incluindo 4 em Bangcoc, segundo o Ministério do Interior.

Bangcoc estava entre as 42 províncias atingidas, com as enchentes causando danos estimados em US$367 milhões em duas dúzias de províncias e ameaçando pesar sobre a economia dependente do turismo.

Embora os principais aeroportos de Bangcoc tenham continuado operando, o caos se instalou no Aeroporto de Suvarnabhumi, o maior do país, onde a Thai Airways informou que suas operações ficaram paralisadas porque metade de seu pessoal não pôde comparecer ao trabalho.

A companhia aérea informou que planeja cancelar cerca de 30 voos — cerca de 30% de suas partidas programadas de Bangcoc — nesta terça-feira, mesmo enquanto lidava com cerca de 5.600 malas de seus voos que permanecem retidas em Suvarnabhumi.

“Quase 100% dos voos nos últimos dois dias sofreram atrasos, com menos de 3% dentro do horário previsto, já que a capacidade operacional não pôde ser mantida”, disse o diretor executivo da Thai Airways, Chai Eamsiri, acrescentando que a redução nos voos da companhia a partir de Bangcoc durará pelo menos três dias.

Depois de chegar de avião do Azerbaijão, Emir Demiroez procurava freneticamente por suas malas no aeroporto para poder embarcar em seu próximo voo para a Malásia.

“Ninguém sabe de nada. Ninguém pode nos ajudar. Não conseguimos encontrar nossa bagagem”, disse ele. “Temos nosso segundo voo às 14h, mas não sei se vamos conseguir embarcar.”

(Reportagem de Panarat Thepgumpanat, Artorn Pookasook e Orathai Sriring)