Petrobras avalia incluir projeto de gás na Colômbia em plano de negócios 2027-2031
RIO DE JANEIRO, 23 Set (Reuters) - A Petrobras poderá incluir o projeto de gás natural Syrius, no mar da Colômbia, como parte da curva de produção a ser apresentada em seu plano de negócios para o período de 2027 a 2031, previsto para o final deste ano, caso consiga aprovar a tempo a licença ambiental, afirmou uma executiva da companhia nesta quarta-feira.
A Petrobras, que atua como operadora com uma participação de 44,4% em parceria com a estatal colombiana Ecopetrol, avançou na obtenção da licença ambiental para o projeto, mas ainda precisa concluir as consultas com as comunidades locais, disse Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção.
"Acho que deve aparecer sim (na curva de produção), se a gente conseguir essa licença; mas talvez entre", disse Anjos, a jornalistas, durante o congresso de petróleo e gás ROG.e.
"Ainda me falta... um número bem reduzido de comunidades para aprovar o projeto ambiental. Se eu tiver a licença ambiental, aí eu posso aprovar o projeto de produção... tendo a licença, o próximo passo é aprovar na diretoria."
A executiva reiterou que o projeto prevê a construção de um duto que vai levar o gás do fundo do mar diretamente para a costa, sem a necessidade de uma plataforma.
"A gente fez um projeto bastante inovador por ser um gás metano, um gás lindo, que não precisa processar nada, é maravilhoso. Então ele vai sair do fundo do mar, o gasoduto, até chegar no terminal em terra. Então não vai ter uma plataforma", afirmou.
Questionada se a Petrobras está estudando investir na Venezuela, Anjos descartou.
Entretanto, disse que está estudando "tudo que é disponível na África".
Na semana passada, a Petrobras informou ter assinado contratos de partilha de produção para a exploração de oito blocos marítimos na Costa do Marfim "com elevado potencial", em mais um passo da petroleira que expande sua atuação na costa oeste africana, enquanto busca novas oportunidades para realizar descobertas e recompor suas reservas de petróleo para a próxima década.
Além da Costa do Marfim, a Petrobras vem buscando oportunidades em países que incluem Gana, São Tomé e Príncipe, Namíbia e África do Sul.
(Por Marta Nogueira e Fábio Teixeira)