Goldman vê manutenção de preços do diesel pela Petrobras após governo manter subsídios
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 27 Out (Reuters) - O Goldman Sachs prevê que a Petrobras deverá manter os preços do diesel vendido a distribuidoras inalterados até o fim do ano, após o governo brasileiro ter decidido prorrogar por mais 30 dias os subsídios ao combustível.
Em relatório a clientes nesta terça-feira, o banco afirmou que a renovação do incentivo de R$2,12 por litro para produtores e importadores de diesel, somada a um subsídio adicional de R$1,40 por litro ainda disponível para importações até 6 de novembro, reduz a necessidade de a estatal elevar preços para acompanhar a alta das cotações internacionais.
Os analistas estimam que o preço realizado do diesel pela Petrobras está atualmente em R$5,43 por litro, cerca de 25% abaixo da paridade internacional de importação, calculada em aproximadamente R$7,30 por litro.
Ainda assim, eles destacaram que os incentivos maiores para o diesel importado permitem que distribuidoras consigam o combustível no exterior a preços próximos aos praticados pela Petrobras.
"Essa assimetria pode reduzir, embora não eliminar, o escopo para um aumento de preços pela Petrobras", disseram analistas do Goldman Sachs em relatório.
O Goldman Sachs reiterou ainda sua recomendação de compra para as ações da Petrobras.
(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)