Produção de ração animal no Brasil cresceu 4,2% no 1º semestre, diz Sindirações

 


SÃO PAULO, 28 Out (Reuters) - A produção de ração animal no Brasil avançou 4,2% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 45,2 milhões de toneladas, com impulso das exportações da indústria de carne de frango, afirmou nesta quarta-feira o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).

A suinocultura também deu forte impulso para a produção, apesar de desafios relacionados à sobreoferta de animais, afirmou a entidade que reúne as indústrias produtoras de ração, enquanto a avicultura de postura deu uma menor contribuição para o crescimento.

"Os recordes de exportação coexistem com sobreoferta na suinocultura, piora das relações de troca na postura, mudança do ciclo bovino e concorrência dos lácteos importados", disse o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, em comunicado.

O setor de ração é fundamental para se medir a demanda interna por produtos como milho e soja, os principais ingredientes.

A produção de rações para frangos de corte somou 19,9 milhões de toneladas, alta anual de 5,3%.

"O acréscimo de aproximadamente um milhão de toneladas foi a maior contribuição absoluta ao crescimento setorial, e a atividade respondeu por cerca de 44% da produção total de alimentação animal no semestre", destacou a nota, acrescentando que as exportações recordes de frango no período ajudam a explicar esse desempenho.

Zani notou, contudo, que a "expansão convive com pressões sobre a remuneração dos produtores, o que mostra que o avanço dos volumes nem sempre se traduz em maior rentabilidade".

Na suinocultura, a produção de rações teve alta de 5,4% para 11,2 milhões de toneladas, impulsionada também pelas exportações de carne suína, disse o Sindirações.

(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)